11.6.13
Dia dos amados
Clara não estava nem aí, achava idiotice uma data da massa.
Jorge se importava pois amava muito Joana e achava que mulher como aquela não haveria em lugar algum de sua vida. Os dois não se importavam, muito menos ela, mas ele pensava que uma mostra de lembrança nunca cairia mal.
Adrienne dizia que era um dia dentro de todos, não algo com vinte e quatro horas.
Tantos outros, tantos outros, todos com uma ideia central: ninguém pertence a ninguém, apenas escolhe o seu alguém a amar, em tempos tão inconstantes. Hoje em dia, encontrar um amor é como encontrar uma árvore em meio a uma megalópole.
14.12.11
Passados
Mas realmente é.
Em um mês você se apega a uma pessoa escreve alguns textos em lugares diferentes vai a vários lugares diferentes conhece gente nova se desapega até da mesma pessoa planeja viagens recebe propostas.
Se um mês dá um conto, um ano rende uma saga.
13.11.11
Mais intenso com menos qualidade
"This is our decision, to live fast and die young"
(Essa é nossa decisão, viver de forma apressadamente e morrer jovem)
Dessa forma, sepultamos enfim uma certa mágica que existia na vida. Se de fato a tal "mágica" existia.
8.11.11
Se Justin Bieber fosse brasileiro....
....o tal “teste de paternidade” acabaria no programa do Ratinho. Cantor de um lado, suposta amante do outro. A moça, mostrando nenhuma compostura, brada palavras de baixíssimo calão, e dizendo: “Ele me tratou feito lixo, nem olhou pra mim enquanto fazia as coisa”. O garoto, orientado, nada faria. De forma a causar maior comoção, a criança é exibida em rede nacional.
Após, um pequeno vídeo-deboche é exposto, contando como aconteceu o “ato” entre os dois.
Mais grosserias, corte para os comerciais, venda de máquinas fotográficas, voltando ao assunto da paternidade.
Momentos de suspense, abrindo o exame de DNA.
Deparamo-nos então com duas perspectivas:
1) O filho não é do rapaz. Desse modo, a audiência fica a ver navios, e tudo acaba da forma mais civilizada possível.
2) O cantor teen é mesmo o pai. A mãe se levanta em uma fúria bestial contra o garoto, tentando acerta-lo com chutes, pontapés e o que mais for possível, seguida de fundo por uma marchinha cantando “Parabéns pro papai”. E o ibope atinge índices extremos.
7.9.11
Da humanidade (ou falta dela)
Mas acredito no seguinte: patriota mesmo é quem trabalhou nessa data, assim como em outros períodos festivos, apenas para que nos sintamos amparados e continuemos a gastança aparentemente ininterrupta.
E que possamos continuar passeando pelos shoppings impunemente, sem lembrar em momento algum que essas pessoas possuem famílias e poderiam estar lá.
Porque elas realmente não têm, não? Ouvi dizer que são robôs.
E talvez nós sejamos os escravos.
18.8.11
Restrições
Desde o começo do ano, após dois anos vivendo em um emprego-pesadelo com uma rotina-pesadelo, faço estágio em uma biblioteca, e a experiência tem sido muito gratificante, ao entender como, de fato, uma biblioteca funciona –o que não é tão simples assim- e também entrar em contato com vários nomes da literatura, uma vez que, dentro de uma “casa dos livros”, é muito mais fácil estar sempre com um (ou dois ou três ou dez) na mochila.
Contudo, presencio alguns fatos que fazem doer meu coração literário. Pais entram e xingam pelo fato de que seus filhos pegaram um livro “que não deviam”. Por livros “que não se devem pegar” podemos entender aqueles com religiões diferentes à nossa, bruxinhas, gnomos ou até mesmo figuras do folclore.
A questão é: POR QUÊ?
Entendo que é da questão humana possuir certos dogmas desde nossa criação. No entanto, é certo privar uma criança do contato com seres mágicos e fantásticos apenas por questões próprias dos pais (ou pais destes, ou avós, enfim) que tangem as suas crenças?
Você, pai ou mãe que está lendo isso e pense dessa forma, faça o teste: deixe seu filho ler, ao menos uma vez, um livro assim. Recomendo a coleção da Bruxa Onilda, ou então as criaturas do imaginário popular.
Posso a garantir a vocês que nenhum deles vai crescer e se tornar uma pessoa que mexe em caldeirões.
Ou um Saci.
20.2.11
Da vida
E não falo só da derrota do time do coração, que doi também.
(mesmo que seja num Estadual mixuruca)
Hoje em dia perder até o horário do ônibus já é feio.
Perder pontos com o professor daquela matéria mais ferrenha da faculdade.
Perder o fôlego ante um momento de tensão.
Mas e se você perder seu amor, sua pessoa mais querida?
"Ah, coisa da vida."
24.1.11
Várias visões para a mesma catástrofe ou Juntando os cacos da alienação

Alguns se comovem.
Outros tratam como um segundo BBB.
Uns alardeiam notícias falsas pelas redes sociais.
Outros ajem como se nada estivesse acontecendo, morando num mundinho de plástico-bolha.
E pensarão:
18.1.11
Desabafo
Logo, foi com desgosto que viajei de uma cidade à outra, em plenas férias, para fazer rematrícula (absurdo) e pegar um plano de estágio.
Pois bem, para evitar problemas quanto ao segundo item mandei emails e me informei com a responsável por aquele departamento.
E qual não foi minha surpresa ao lá chegar e a secretária apenas olhar para minha cara e dizer que estava errado.
Deu vontade de pular em cima dela.
De demitir ela. Pois se eu pago, isso deveria me dar um pouquinho de poder, não?
Não mesmo.
Apenas precisei acatar e voltar pra minha cidade com o rabinho entre as pernas - e frustrado.
E na viagem pensava: "pra que tanta maldita burocracia?"
E o pior de tudo: na ânsia de promover uma suposta sociedade ordeira e sem conflitos, cria-se no centro dela uma anarquia generalizada, que cedo ou tarde vai corromper a tudo e todos.
Mas talvez... talvez meu instinto de revolta tenha se manifestado em função da visão daquela revolucionária loira, linda e... com namorado.
31.12.10
Sobrevivência
Termino 2010 como terminei o ano anterior: sem promessas-ilusões a mim mesmo nem meta. Sem ressaca interminável. Sem aquele objetivo a se alcançar que no meio do ano você já nem se lembra mais.
Acredito que uma vida não pode ser definida por datas, uma vez que não temos data prévia para começar a existir nem para desaparecer daqui.
De qualquer forma, parabéns a todos nós pela sobrevivência a 2010.
Pois se estamos lendo ou escrevendo isso aqui, só podemos estar vivos, não é?
Não é?
15.12.10
Planos?
27.11.10
Sobre a importância dos folhetins
No fundo, todos já sabiam que cedo ou tarde chegaria a esse ponto.
E não cabe a esse cara que aqui escreve dizer porque "x" ou "y" estão errados.
Mas o questionamento que faço é sobre os alienados.
Os que fazem piadinha sem graça.
Os que querem que a polícia haja como um Rambo decadente e detone tudo o que vier pela frente.
Aqueles que dizem "tenho nada a ver com isso".
Até os que se apegam em uma personagem cinematográfica pra ver "justiça".
Vale a pena ver o mundo dessa forma?
.
17.11.10
Finais
Ao acordarmos, já pensamos na hora em que voltaremos à cama.No trabalho, queremos logo o almoço e depois a saída.
Pensamos sempre no ano que vem.
"Amanhã"
"Daqui a uma hora"
Parece até que existe o passado e o futuro, somente.
Mas como queremos que aquela mísera semana de férias se converta em um ano...
15.10.10
Balada dos anormais
26.9.10
Sujeira eleitoral
Não são as falcatruas, as mentirinhas e falsidades que me incomodam em tempo de eleições.Irritado mesmo fico com o lixo produzido.
Todos os dias são panfletos jornais bandeiras.
Que todos os dias vão não para nossas ideias, mas sim para o bom e velho lixo.
Nada contra gastar seu dinheiro (ou do partido) como quiser.
Mas sujar as ruas e detonar a natureza, não vale.
É, candidatos, eleitos ou não, vocês já começaram bem.
12.9.10
Da falta de criatividade
4.9.10
Indiferente
Eu poderia reforçar a importância em escolher bem.Ou poderia te incitar a não fazer nada.
Se "rebelar". Anular. Protestar sem gritos.
De forma ou outra, estaria lhe manipulando.
O que é tão ruim quanto fazer comícios milionários e apertar sua mão sem nem ao menos saber seu nome.
Pior ainda é achar que existe lado melhor ou pior nessa "guerra" eleitoral, vazia de sentido.
14.8.10
Fim de
4.8.10
Ponto zero
calor,
barulho,
confusão incontrolada.
Nunca imaginei que o caos também pudesse ser chuvoso, intransitável e frio.
Muito, muito frio.





