Essa é nossa sina, fugir da rotina. E invariavelmente adotar um novo padrão rotinesco.
Porque isso não é nem menos, nem mais do que nosso comportamento. Porque se não pensarmos em algo novo não cumpriríamos a rotina de inventar novos padrões e comportamentos apenas para cair em um novo círculo sem fim.
Digo que isso não é um fim de ano, mas faz parte da rotina de negar.
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31.12.12
30.1.11
A Benção!

Cresci em família fervorosamente religiosa.
O hábito de pedir “a benção” aos familiares era praxe.
Mas pra mim, mais que hábito de cunho religioso, representavam laços.
Até mesmo respeito.
Com o tempo o hábito se perdeu, hoje são poucos os familiares aos quais peço a benção.
Perda de laços, ou de respeito?
Ou pura rebeldia característica da idade.
O hábito de pedir “a benção” aos familiares era praxe.
Mas pra mim, mais que hábito de cunho religioso, representavam laços.
Até mesmo respeito.
Com o tempo o hábito se perdeu, hoje são poucos os familiares aos quais peço a benção.
Perda de laços, ou de respeito?
Ou pura rebeldia característica da idade.
20.1.11
Lados
É interessante observarmos que muitas vezes, os fatos que chegam até nós possuem duas (ou mais) faces.
Sempre, em uma discussão, existem duas opiniões diferentes em debate.
É um cabo-de-guerra pra ver qual decisão é a "mais forte".
Humano.
Triste é quando as pessoas que estão no meio, talvez até alheias, mas dependendo da decisão dos fatos,
são prejudicadas.
Humano?
Sempre, em uma discussão, existem duas opiniões diferentes em debate.
É um cabo-de-guerra pra ver qual decisão é a "mais forte".
Humano.
Triste é quando as pessoas que estão no meio, talvez até alheias, mas dependendo da decisão dos fatos,
são prejudicadas.
Humano?
5.1.11
B-Day
Há exatamente um ano atrás, foi publicado aqui o primeiro post do blog, feito pela Jéssica Cristina. Além de uma comemoração, o post de hoje é uma homenagem a ela, amiga que está mais pra irmã e sempre está no meu coração. Pois bem, a ideia da criação de um blog veio dela, e somente alguns dias depois eu vim a escrever o meu primeiro post, um pouco acanhado, fato. Com as exigências da vida a qual qualquer pessoa está imposta, Jéssica, a co-criadora desse espaço, acabou se desligando. No entanto sempre há alguma página disso aqui esperando por sua escrita.
Enquanto isso, eu sigo só o meu caminho.
Infelizmente sem vinho, pois é caro.
Nem torcendo pelo Grêmio (!)
E os escritos continuam, como a vida.
Enquanto isso, eu sigo só o meu caminho.
Infelizmente sem vinho, pois é caro.
Nem torcendo pelo Grêmio (!)
E os escritos continuam, como a vida.
2.11.10
Sem emenda
O bizarro é que não existe sábado.
E quando o feriado é em uma terça?
Quem sofre é a segunda-feira, tadinha.
Desolada.
Deslocada no tempo, sem saber se pertence ao fim de semana ou à próxima semana.
E nós?
Pra nós tá tudo certo.
Uma folga a mais, uma ressaca a mais.
No meio da semana.
11.9.10
Pés
14.8.10
Fim de
22.7.10
A vida.
20.7.10
Sobre homenagens e abraços
na verdade não há começo
se instalam na sua vida e não saem mais,
sendo amigos, companheiros pra sempre,
momentos bons e ruins,
dividindo tudo tudo tudo,
na verdade não há fim,
15.7.10
Mesmice
Eis que o mundo acorda depois da Copa que deixou como legado hordas de animais profetas.
Uma semana intensa de frio e chuva, a volta das discussões sobre as eleições.
Todos os meios de comunicação continuam divulgando as mesmas barbáries que se arrastam há meses.
É, a rotina tem que seguir. De todas as formas.
20.6.10
Sobre desculpas, funerais e saudades
Antes de tudo, peço desculpas pela ausência de posts por aqui. Culpem o tempo cada vez mais curto, minha falta de ideias, e também uma eventual falta de internet por longos dias.
Vamos então ao que interessa.
A morte de Saramago me tocou, como fez a muita gente. Um daqueles escritores que não escrevem com a mão, mas com o coração. Leituras difíceis, que requerem tempo, mas fundamentais. É como se toda a existência humana estivesse presente ali, naqueles escritos, desvendada nos mínimos detalhes. Fica o sentimento de perda.
Sem dúvida, deixou um legado à humanidade.
1.6.10
Hábitos
Estava eu pensando em meus vícios.
Divagar, talvez, seja meu principal. Pensar sobre qualquer coisa, imaginar, deixar a mente livre...
Depois vem a música. Um dia sem escutá-la não é um dia vivido.
E o resto?
Assistir jogos de futebol, ler, assistir Lost e escrever.
É, meus vícios me formam.
29.5.10
Nothing like home
Viver naquela correria animada, nos barulhos estressantes e animalescos de uma cidade que não para.
Onde você é apenas mais um no meio de milhões.
Ainda morarei, pois sim!
Mas... nada como minha cidade: pequena, cara e entediante.
Mas minha.
10.5.10
Voando baixo
Estudar anatomia me traz nojo e nostalgia.
Aquela coisa que Deus existe, aquela perfeição toda
e no fim estar ali, em uma mesa fria, conservado, dissecado e com nome de 'peça'.
Sem história, sem sono, sem nenhum ritual brega de adeus e com uma tatuagem de pomba.
Triste?
Pode ser, mas não quero estar ali e nem em um ritual brega com gente chorando e gastando.
Que doem tudo e que decidam os vivos.
Aquela coisa que Deus existe, aquela perfeição toda
e no fim estar ali, em uma mesa fria, conservado, dissecado e com nome de 'peça'.
Sem história, sem sono, sem nenhum ritual brega de adeus e com uma tatuagem de pomba.
Triste?
Pode ser, mas não quero estar ali e nem em um ritual brega com gente chorando e gastando.
Que doem tudo e que decidam os vivos.
10.4.10
Laços
Existem aquelas pessoas com as quais você convive todo dia, dando um "olá" e conversando coisas simples. E tem aquelas pessoas que estão sempre do seu lado. Que te mostram o outro lado da vida, que te fazem sair do lugar comum, seja tomando chá em lugares públicos ou não te deixando ficar em casa nos finais de semana e tornando-os sempre ótimos, por mais chuvosos, quentes ou frios que sejam. Que te escutam e se fazem escutar.
Uma parte integrante da família.
Amigos.
3.4.10
Feriadão santíssimo
Pedágio
Engarrafamento
Gente que anda a 80 e gente que anda a 160
Cheiro de mofo
Cama dura
Travesseiro baixo ou alto demais
Panela sem tampa
Pratos de mil cores
Copos de mil tamanhos
Baralho sem cartas
Um único canal pegando mais ou menos
Fofocas familiares
E eu consigo achar a praia um lugar relaxante.
Engarrafamento
Gente que anda a 80 e gente que anda a 160
Cheiro de mofo
Cama dura
Travesseiro baixo ou alto demais
Panela sem tampa
Pratos de mil cores
Copos de mil tamanhos
Baralho sem cartas
Um único canal pegando mais ou menos
Fofocas familiares
E eu consigo achar a praia um lugar relaxante.
20.3.10
Na estrada
É muita coisa que se vê quando se espera transporte em uma das ruas mais movimentadas da sua cidade.
Além das eventuais patetices do trânsito e dos ciclistas um tanto quanto impacientes (imagina se estivessem de carro!), há também os caminhantes desavisados. Aqueles que se empolgam tanto na conversa que acabam esbarrando em alguém, ou dando aquela topada em algo.
Melhor (ou pior) mesmo são aqueles que vem falar com você, como se fossem velhos amigos seus.
Perguntam o que você está esperando, falam do tempo ou até mesmo reclamar do trânsito e do estado das calçadas.
Melhor isso do que ficar contando os carros que passam.
Na dúvida, sempre tenha consigo seu bom e velho mp3!
Além das eventuais patetices do trânsito e dos ciclistas um tanto quanto impacientes (imagina se estivessem de carro!), há também os caminhantes desavisados. Aqueles que se empolgam tanto na conversa que acabam esbarrando em alguém, ou dando aquela topada em algo.
Melhor (ou pior) mesmo são aqueles que vem falar com você, como se fossem velhos amigos seus.
Perguntam o que você está esperando, falam do tempo ou até mesmo reclamar do trânsito e do estado das calçadas.
Melhor isso do que ficar contando os carros que passam.
Na dúvida, sempre tenha consigo seu bom e velho mp3!
21.2.10
Pelas estações
Acordar cedo no sábado para viajar para o outro lado do Estado.
Na estação, uma conhecida desconhecida também espera. A beleza continua a mesma, mas que pena, não é nesse ônibus.
Na estrada, aguardar, e muito, nas filas e engarrafamentos.
Chegar no destino,e dar adeus à tecnologia.
Banho na lagoa, no meio dos peixes.
Conversas sobre parentes desconhecidos, de lugares desconhecidos.
Acampar no meio do mato.
Na volta, as mesmas esperas, com um porém: a noite não deixa ler. O jeito é extrapolar os limites dos ouvidos durante quatro horas com seu mp3.
De volta à cidade natal, tudo volta ao normal: seu time perdeu, amanhã tem trabalho, as mesmas coisas de sempre.
Mas como amo isso daqui!
Na estação, uma conhecida desconhecida também espera. A beleza continua a mesma, mas que pena, não é nesse ônibus.Na estrada, aguardar, e muito, nas filas e engarrafamentos.
Chegar no destino,e dar adeus à tecnologia.
Banho na lagoa, no meio dos peixes.
Conversas sobre parentes desconhecidos, de lugares desconhecidos.
Acampar no meio do mato.
Na volta, as mesmas esperas, com um porém: a noite não deixa ler. O jeito é extrapolar os limites dos ouvidos durante quatro horas com seu mp3.
De volta à cidade natal, tudo volta ao normal: seu time perdeu, amanhã tem trabalho, as mesmas coisas de sempre.
Mas como amo isso daqui!
1.2.10
Planos
No trabalho, conversando com um colega:
-E aonde você pretende estar quando estiver com uns sessenta anos?
-Na praia... E tem coisa melhor que isso? Acordando a hora que quiser, escutar a barulho do mar a todo instante, viver tranquilo...
-É, parece legal, mas...
-E você, o que pretende?
Ao que eu respondo:
- Não sei aonde, mas com certeza, em algum lugar com muito barulho!
22.1.10
Adversidades?
Acordar com uma enxaqueca terrível. Pegar uma chuva que voltou à toda para castigar a região, e aguentar um dia morno e sem atrativos, e ainda por cima, não ter o habitual jantar das sextas-feiras, pizza, para comer cachorro quente. Bom também.
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