9.6.11

Refug(i)o

Ele passa e não vê quem está a seu lado
"Não lido com desocupados" diz ele
Refugiado em seu terno de blazer
Não há tempo para pensar no mundo dos que precisam sobreviver de fato
Mas e ele? Há muito deixou de ser um sobrevivente para ser um
(natimorto)
reflexo de algo que já não procede,
tentando reconstituir sua face atarvés dos flashes diários,
das entrevistas aos jornais
e dos euros.
"A ajuda está a caminho" ele diz
Para quem?

3 comentários:

CARLA STOPA disse...

Uau...Forte...

Yohana SanFer disse...

Obrigada pela visita e por proporcionar tb boa leitura! Seja sempre bem vindo!

Rubens da Cunha disse...

a ajuda sempre está a caminho... chegar é que é.