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10.2.11

Discussão acalorada


Polêmico. Dessa forma me sinto mais confortável em definir “Como falar dos livros que não lemos?”, de autoria de Pierre Bayard. O ensaio, como o próprio título demonstra, abrange exclusivamente os livros dos quais não conhecemos, ou até ouvimos falar mas não o lemos. O autor sugere que nem todos os livros são necessários de uma leitura total. Certos livros, segundo ele, nem ao menos precisam ser folheados!
Como ponto positivo da obra, fica a crítica do autor à demonização de quem, principalmente em meio acadêmico, não leu esse ou aquele clássico. Pois realmente, devemos ter em mente que não conseguiremos ler, até o fim da vida, todos os livros que gostaríamos.
Porém, pelo menos a mim, não há nada melhor que começar um livro e lê-lo até seu último ponto. Seja ele bom ou ruim.

8.2.11

Persépolis


Persépolis é um conjunto de hq's de autoria de Marjane Satrapi, o qual se trata de uma auto-biografia. Contudo, mais que uma narrativa de memórias, tão-somente, a autora também retrata a vida sob o intolerante regime iraniano, obrigando mulheres a usar véus, proibindo festas, e o pior de tudo: a expressão do pensamento.
Com tiradas que por vezes são muito cômicas, quase nos faz esquecer de todo drama vivido pelas personagens. Quase.
Como a autora expressa em certa parte:
"Só podemos ter dó de nós mesmos quando ainda é possível suportar a felicidade...Quando ultrapassamos esse limite, o único jeito de suportar o insuportável é rir dele."

Persépolis também virou filme de animação, em 2007.

14.1.11

About a boy


"Heavier Than Heaven" é a história de Kurt Cobain. Seu nascimento, infância, adolescência, carreira meteórica no Nirvana, até culminar com sua trágica morte. Trágica porém não inesperada, como fica explícito no decorrer das páginas.
O livro é uma compilação de entrevistas, letras de músicas e cartas (nunca enviadas) escritas por Cobain.
Até para quem não curtiu a "era Nirvana", não gosta de rock (ou desse estilo de rock) ou nunca ouviu falar de Kurt Cobain, é uma ótima pedida a leitura desse livro.

É entrar de cabeça na história de um ícone da música.

Que revolucionou, pro bem ou pro mal.

Após ler, fechei o livro, olhei pra capa e disse:

"Porra, Kurt!"

27.12.10

Trivialidades - pt.2

No fim de ano ocorre o chamado "amigo-secreto", onde você por meio de sorteio vai presentear um amigo (?) e um amigo (?) vai te presentear.
Muita gente acaba não gostando dos presentes recebidos, tentando trocar ou deixando-o guardado mesmo.
Pois bem. No meio dos presentes rejeitados, creio que uma grande porcentagem esteja concentrada nos livros de auto-ajuda.
O sujeito não sabe o que presentear, pensa "o cara/a fulana gosta de ler", e acaba dando um "belo" presente desses.
Nada contra Augusto Cury, Paulo Coelho e até mesmo quem dá o presente.
Mas acredito eu que um livro desses não vai ajudar em nada. No máximo, vai deixar o cara mais desolado ainda.
Na dúvida, caros, deem um vale-presente!

17.7.10

Versões

Dizem que a mesma história é contada de maneira diferente por cada pessoa.
A mesma coisa acontece nas editoras.
Pegue um clássico pra ver, ainda mais se for estrangeiro.
Partes cortadas, diferenças nas palavras, o que pode mudar o modo de análise de quem lê.
Quem perde com isso é o leitor, óbvio.

27.6.10

Grande


Tenho meus 'ícones' da música. Aquelas bandas que escuto, escuto e escuto, e fazem uma referência danada pra mim. Agora, ter um escritor preferido é coisa que, acho, nunca antes me ocorreu. Talvez pela literatura ter uma complexidade maior, por não ser possível delimitar um 'estilo' a quem escreve, sendo que cada obra é diferente da outra.
Pois bem, encontrei meu escritor 'ícone': Italo Calvino. Cada livro que leio dele traz uma nova reflexão, um novo conteúdo, uma nova abordagem. Nenhum é escrito por nada, todos te deixam muita coisa pra pensar após lidos.
Vale dar uma lida. Aliás, algumas lidas.